Uma forma poética de (vi)ver a infância: um convite a uma sensibilidade que enxergue para além das propostas pedagógicas, inspirada pela poesia do brincar com as palavras.
Por Débora Tais Arnhold ·
Aos que acreditam na força do fazer: vivem, aprendem e habitam a arte de intensamente viver.
A boniteza do encontro, o construir constante que nunca está pronto: nos convida a sentir a presença de, com autenticidade, existir.
Analisar o fazer e o viver constante é (re)considerar o importante. Realizar com esperança, o movimento de valorizar a mudança.
A vida passa depressa e aprender é sempre um convite. Que alegria em nós, sendo essa, a mais autêntica forma de ouvinte.
Viver a nossa essência, honrar nossa existência: acreditar com veemência e poetizar a partir da presente presença.
Há sempre o bem ou o mal para ver: cabe a gente sempre escolher! E permitir dentro da gente crescer, aquilo que verdadeiramente move o nosso ser.
Que sigamos evidenciando os detalhes, olhando para o nosso fazer com sutileza, e consigamos sempre mostrar-lhes que é no fazer com amor que mora a mais importante beleza.
Assim, num movimento de recomeço, possamos habitar os espaços com presença, olhar para o cotidiano com apreço e dizer sim à gentil diferença.
E a vida é assim: é poesia de contrários. De “pensar fora da caixa” — no (in)verso que é diário, a poesia perfeitamente se encaixa.
Débora Tais Arnhold — Formadora da Nós pela Educação. Educação infantil e as poéticas da infância, da docência e do cotidiano.
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